Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo

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22/06/2021 - 14h25

Após ultrapassar 500 mil vidas perdidas, pandemia no Brasil dá sinais de descontrole

Entre as maiores economias do mundo, o Brasil é o país que acumula mais mortes por 100 mil habitantes e está em segundo lugar no ranking de mais vidas perdidas para a doença
 
Após superar a triste marca de 500 mil vidas perdidas para a Covid-19, o Brasil registrou a maior média móvel diárias de casos do novo coronavírus em mais de dois meses e meio, o que aponta que o contágio está em ritmo descontrolado.  Entre as maiores economias do mundo, o Brasil é o país que acumula mais mortes por 100 mil habitantes e está em segundo lugar no ranbking de mais vidas perdidas para a doença.
 
Quase 18 milhões de pessoas contaminadas        
 
Desde o começo da pandemia, o país acumula 17.926.393 pessoas contaminadas - 45.348 novos casos foram confirmados neste domingo (20). Essa é a maior média móvel de novos casos da doença registrada desde o dia 1º de abril --quando estava em 73.993. 
 
Média móvel de mortes está em 2.063
 
Em  24 horas foram registrados 1.050 óbitos, totalizando neste domingo (20) 501.918 vidas perdidas para a Covid-19 desde o início da pandemia. A média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 2.063. Os dados de casos e mortes são do consórcio de imprensa, baseados em informações das secretarias estaduais de Saúde.
 
Neste sábado (19), no dia em que o Brasil registrava mais um ato pelo ‘fora, Bolsonaro’, o povo nas ruas culpava Jair Bolsonaro (ex-PSL) pelas mortes que poderiam ter sido evitadas se não fosse o negacionismo do presidente, que chama a pandemia de ‘gripezinha’ e demorou meses para comprar as vacinas contra a Covid-19.
 
O Brasil é o segundo país do mundo a ultrapassar os 500 mil mortos. Antes dele, os Estados Unidos superaram essa cifra e, no dia 15 de junho, passaram de 600 mil óbitos. A diferença é que, nos Estados Unidos, mais de 148 milhões de norte-americanos, o que representa 45% da população, estão totalmente imunizados.
 
No Brasil, são 24.243.552 milhões de brasileiros (11,45% da população) que já tomaram as duas doses. O que é considerado pelos especialistas uma porcentagem muito baixa da população para conter a doença com a chamada imunização de rebanho.
 
O Brasil também recordista em mortes pela doença no mundo em 2021. Já são mais de 308 mil somente neste ano, ante 249 mil nos Estados Unidos e 236 mil na Índia, paísez com muito mais habitante. Com erros do governo federal na condução da pandemia e a vacinação ainda lenta, a doença ainda se alastra por todas as regiões do Brasil.
 
Quando comparado à taxa de mortos por 100 mil habitantes, o Brasil é o 9º país com mais óbitos, com 235 mortes/100 mil habitantes. Apenas países de população bem menor estão à sua frente.
 
Entre as maiores economias do mundo, o Brasil é o país que acumula mais mortes por 100 mil habitantes.
 
Os números são assustadores. Outro dado que chama atenção é que os EUA levaram 114 dias para registrar as últimas 100 mil vítimas da Covid-19, enquanto o Brasil precisou de 51 dias e a Índia, apenas 26. O país indiano deve passar dos 400 mil óbitos nos próximos dias.
 
O que diferencia o EUA e o Brasil, é que no país americano, houve mudança de governo que encarou a pandemia com base na ciência, acelerou a vacinação, o que fizeram as mortes caírem. As mortes por Covid-19 despencarem de um recorde diário de 4.475 em 12 de janeiro para 111 no domingo (13) no país, uma queda de 97,5% em apenas cinco meses.
 
Já no Brasil, Bolsonaro segue boicotando as medidas de distanciamento social e causando aglomerações sem mascaras pelos país afora. Além disso, trocou três ministros da Saúde em um ano, atrasou na compra de vacinas e atrasa ainda na vacinação em massa da população.
 
Estados
 
Dez estados apresentam tendência de alta nas mortes. São eles: Paraná, Ceará, Roraima, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraíba e Minas Gerais. Roraima não divulgou novos dados de mortes neste domingo.
Segundo a secretaria, o sistema estadual que centraliza os números de óbitos não é alimentado pelos municípios aos finais de semana e feriados.
 
Fonte - CUT
 
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